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domingo, 5 de agosto de 2012

Capítulo 05 - Pessoa Misteriosa


Chegou um novo morador à Vila Kachu.




Pessoa misteriosa – Estão a bater à porta, quem será? Agora não me dava muito jeito ir ver quem é mas se eu não for, vou parecer mal-educada.




Marina – Ahhh! Mas eu não te conheço de algum lado? Não és a Bety?
Pessoa Misteriosa – Não… Não, deve estar a fazer confusão.
Marina – É realmente é muito parecida com Bety, parecem até iguais. Mas então como é seu nome?
Pessoa Misteriosa – Meu nome é Duda Martins.




Rafael – Duda quê, meu Deus? Duda Martins… Bety Martins… Não pertencem à mesma família? Tão parecidas e com nome igual?
Duda – Não, não… Claro que não. Não conheço nenhuma Bety Martins.




Duda – Me desculpem mas agora vou ter de sair, acabei de chegar e vou ter de fazer umas compras. Gostei muito da vossa visita, adeus… adeus…




Duda – Meu Deus, Meu Deus. Deixei a bebé sozinha!




Duda – Tenho de descobrir onde ela se encontra antes que alguém lhe vá dizer primeiro que eu.




Duda – Tenho de ter mais cuidado, é melhor mudar de aparência.




Duda – Acho que assim ninguém me vai confundir com Bety Martins.




Benjamim – Boa noite, dá-me licença que jogue uma partidinha consigo?
Duda – Sim, sim, claro, sozinha não dá muito gosto.




Passado algum tempo, Bety Martins entrou.
Duda – Olá Bety. Ainda te lembras de mim?
Bety – Claro que lembro. Mas, o que fazes por aqui?
Duda – Bety, eu tinha que vir, não aguento mais viver neste esconde esconde.
Bety – Tenho tido muita saudade vossa. Nem imaginas como passei aquele tempo todo na universidade tendo sempre na lembrança que tinha uma irmã gémea que se tinha afastado de mim com a minha própria filha, só por causa de reputação.




Duda – Bety, está na hora de mudar as coisas. Eu também não aguento mais tempo longe de você. E pensa, você também tem todo o direito de viver com sua filhinha.
Bety – Como é que ela está, diz-me mana, já deve estar uma menininha.
Duda – Sim está linda, você devia ver, é uma encantadora menina.
Bety – Ai que saudade! Nem a vi crescer este tempo todo. E o Pai dela? Você sabe alguma coisa?




Duda – Esquece-o. Ele seguiu a vida dele e você seguiu a sua. Eu saí do país para criar sua filha como se fosse minha filha. E agora estou aqui porque além de não aguentar a saudade não acho justo ficarem longe uma da outra. Bety, é o seguinte, ouça-me bem. Quem perguntar eu direi que é minha filha que a tive no estrangeiro, você não precisa estragar sua reputação. E assim podíamos viver as três juntas.
Bety – Você fala sério, mana? Vêm viver comigo? As duas? Ai, nem estou em mim. Venham lá então, depressa




Duda – Vamos, querida Tixa, Vamos viver para junto da mamã que ela também tem muita saudade sua.




Bety – Queridas, vocês chegaram! Ai! Estou tão feliz! Foi a melhor coisa que me aconteceu, neste tempo todo.