Chegou um novo morador à Vila Kachu.
Pessoa misteriosa – Estão a bater à porta, quem será?
Agora não me dava muito jeito ir ver quem é mas se eu não for, vou parecer
mal-educada.
Marina – Ahhh! Mas eu não te conheço de algum lado?
Não és a Bety?
Pessoa Misteriosa – Não… Não, deve estar a fazer
confusão.
Marina – É realmente é muito parecida com Bety,
parecem até iguais. Mas então como é seu nome?
Pessoa Misteriosa – Meu nome é Duda Martins.
Rafael – Duda quê, meu Deus? Duda Martins… Bety
Martins… Não pertencem à mesma família? Tão parecidas e com nome igual?
Duda – Não, não… Claro que não. Não conheço nenhuma
Bety Martins.
Duda – Me desculpem mas agora vou ter de sair, acabei
de chegar e vou ter de fazer umas compras. Gostei muito da vossa visita, adeus…
adeus…
Duda – Meu Deus, Meu Deus. Deixei a bebé sozinha!
Duda – Tenho de descobrir onde ela se encontra antes
que alguém lhe vá dizer primeiro que eu.
Duda – Tenho de ter mais cuidado, é melhor mudar de
aparência.
Duda – Acho que assim ninguém me vai confundir com
Bety Martins.
Benjamim – Boa noite, dá-me licença que jogue uma
partidinha consigo?
Duda – Sim, sim, claro, sozinha não dá muito gosto.
Passado algum tempo, Bety Martins entrou.
Duda – Olá Bety. Ainda te lembras de mim?
Bety – Claro que lembro. Mas, o que fazes por aqui?
Duda – Bety, eu tinha que vir, não aguento mais viver
neste esconde esconde.
Bety – Tenho tido muita saudade vossa. Nem imaginas
como passei aquele tempo todo na universidade tendo sempre na lembrança que
tinha uma irmã gémea que se tinha afastado de mim com a minha própria filha, só
por causa de reputação.
Duda – Bety, está na hora de mudar as coisas. Eu
também não aguento mais tempo longe de você. E pensa, você também tem todo o
direito de viver com sua filhinha.
Bety – Como é que ela está, diz-me mana, já deve estar
uma menininha.
Duda – Sim está linda, você devia ver, é uma encantadora
menina.
Bety – Ai que saudade! Nem a vi crescer este tempo
todo. E o Pai dela? Você sabe alguma coisa?
Duda – Esquece-o. Ele seguiu a vida dele e você seguiu
a sua. Eu saí do país para criar sua filha como se fosse minha filha. E agora
estou aqui porque além de não aguentar a saudade não acho justo ficarem longe
uma da outra. Bety, é o seguinte, ouça-me bem. Quem perguntar eu direi que é
minha filha que a tive no estrangeiro, você não precisa estragar sua reputação.
E assim podíamos viver as três juntas.
Bety – Você fala sério, mana? Vêm viver comigo? As
duas? Ai, nem estou em mim. Venham lá então, depressa
Duda – Vamos, querida Tixa, Vamos viver para junto da
mamã que ela também tem muita saudade sua.
Bety – Queridas, vocês chegaram! Ai! Estou tão feliz!
Foi a melhor coisa que me aconteceu, neste tempo todo.














